A compra de dívidas antigas pelo governo federal é o desenho de um novo programa que a equipe econômica prepara para reduzir o endividamento das famílias.
O alvo são débitos velhos, que os credores já quase não esperam receber.
A proposta está nos ajustes finais e deve chegar às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em plena campanha eleitoral, num momento de inadimplência em alta no país.
Pelo modelo em estudo, essas dívidas seriam oferecidas em leilão, com desconto pesado.
A diferença em relação às versões anteriores do Desenrola é grande: antes, o consumidor tinha de aderir à renegociação; agora, a ideia é comprar essas carteiras e, em seguida, tirar as restrições ligadas aos débitos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a equipe trabalha com descontos elevados justamente para que a conta não pese no Tesouro.
“Estamos caminhando para um modelo em que a gente faça o leilão e viabilize a compra dessa dívida com um deságio alto para que a gente não tenha grande impacto nas contas públicas do País”, afirmou.
As conversas se concentram em dívidas antigas, inclusive as contraídas entre 2020 e 2022, período mais duro da pandemia.
Uma das possibilidades em análise é abarcar débitos de até R$ 15 mil, mas o formato final ainda não está fechado.
Também se discute que tipos de dívida entram: pode valer para contas bancárias ou para contas de serviços, conforme a equipe econômica decidir.

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