O concurso da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, que também seleciona Especialistas em Assistência Penitenciária, deve seguir adiante mesmo com as suspeitas de fraude registradas no dia das provas.
Quem garantiu isso, na quarta-feira 23, foi o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto. Em paralelo, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) mantém aberto um inquérito civil para decidir se o que houve é suficiente para derrubar as provas escritas do certame.
Segundo o procurador, os casos suspeitos já foram identificados, e por isso ele defende que a seleção siga em frente. Para ele, os mecanismos de inteligência hoje usados em concursos permitem flagrar tentativas de fraude.
Ao todo, o certame recebeu mais de 40 mil inscrições de candidatos interessados nas vagas. Depois da aplicação das provas, no dia 13, doze pessoas acabaram presas em flagrante: dez delas em Mossoró e outras duas em Natal. A Polícia Civil apura se houve uso de equipamentos eletrônicos para que candidatos recebessem as respostas enquanto faziam o exame.

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