A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado 22, nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Segundo Moraes, a reunião
poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do
réu”.
Na decisão, Moraes também
determina que seja realizado atendimento médico em tempo integral ao réu.
A decisão diz ainda que
todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da
dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu.
O documento cita ainda
como argumento de possibilidade de tentativa de fuga de Bolsonaro, “informações
que o condenado na mesma ação penal, Alexandre Rodrigues Ramagem, evadiu-se do
país com a finalidade de se furtar a aplicação da lei penal, estando atualmente
na cidade de Miami, nos Estados Unidos”.
Condenado a 27 anos e três
meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais
réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

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