terça-feira, 2 de setembro de 2025

Senado aprova redução do prazo de inelegibilidade; bancada potiguar teve votos a favor e contra

 O Senado aprovou nesta terça-feira 2 o projeto de lei que altera o prazo de inelegibilidade de políticos condenados em casos definidos pela Lei da Ficha Limpa. A votação terminou em 50 votos a favor e 24 contra.

Pelo texto, o período continua sendo de oito anos, mas passa a ser contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena. O projeto agora segue para sanção presidencial.

Da bancada potiguar, apenas Rogério Marinho (PL) votou a favor da alteração na Lei da Ficha Limpa. Styvenson Valentim (PSDB) votou contra e Zenaide Maia (PSD) não compareceu à votação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será beneficiado, pois permanece inelegível até 2030 por abuso de poder político.

Crimes hediondos, lavagem de dinheiro e organização criminosa também permanecem regidos pela regra antiga, que prevê oito anos de inelegibilidade após o cumprimento da pena.

O projeto define ainda que:

O prazo máximo de inelegibilidade será de 12 anos, mesmo nos casos de múltiplas condenações.

É necessário comprovar dolo quando o político cometer atos de improbidade.

O período de desincompatibilização de candidatos integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública, militares e policiais passa de quatro para seis meses antes das eleições.

O texto tem potencial de beneficiar políticos como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, pai da deputada Dani Cunha (União-RJ), autora do projeto, além dos ex-governadores Anthony Garotinho (RJ) e José Roberto Arruda (DF).  



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário