A medida ocorre após suspeitas de fraude durante a aplicação da prova objetiva, realizada no domingo 13.
Ao todo, 11 candidatos foram presos em flagrante durante o exame.
Segundo o MPRN, eles são suspeitos de portar equipamentos eletrônicos que poderiam permitir a transmissão clandestina de informações durante a prova.
O concurso oferece vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
Entre os fatos que serão analisados está o compartilhamento de imagens em aplicativos de mensagens enquanto as provas ainda estavam sendo aplicadas.
De acordo com o Ministério Público, o material indica que o caderno de questões pode ter sido fotografado dentro de um dos locais de aplicação do concurso.
O procedimento também vai analisar documentos policiais que apontam que a banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova.
A apuração deverá verificar se os mecanismos de segurança adotados foram suficientes para identificar e retirar candidatos envolvidos nas possíveis irregularidades.
Para avaliar se as suspeitas foram suficientes para comprometer a regularidade do concurso, o MPRN requisitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia, responsável pela organização do certame.
As instituições terão 15 dias para apresentar informações sobre os locais de prova, as medidas de prevenção adotadas, o uso de detectores de metais e eventual contato prévio com órgãos de inteligência e investigação.
O Ministério Público também acompanhará as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção.
Até o momento, o procedimento busca justamente verificar se as irregularidades identificadas têm dimensão suficiente para justificar a anulação das provas.


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