sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Um terço das vítimas de acidente no RN chega ao hospital sem nenhum equipamento de proteção

Entre as vítimas de acidente de trânsito atendidas na rede hospitalar do Rio Grande do Norte, 34,02% deram entrada sem nenhum equipamento de proteção individual. 

O uso de capacete foi confirmado em pouco mais da metade dos atendimentos. 

Os percentuais estão no relatório “O impacto hospitalar e financeiro dos acidentes de trânsito no RN (2025-2026)”, produzido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN, o LAIS, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública.

É o mesmo levantamento que sustenta o cálculo de cerca de R$ 60 milhões em impacto sobre os gastos da rede estadual de saúde em 2025. 

Os dois números, porém, medem coisas diferentes e convém não confundi-los: os R$ 60 milhões representam o impacto estimado sobre a rede estadual, enquanto os procedimentos efetivamente faturados ao Sistema Único de Saúde no período analisado somam pouco mais de R$ 6 milhões.

O estudo também mostra onde a pressão se concentra. O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, responde por 56% dos casos, e o Tarcísio Maia, em Mossoró, por 33% — dois hospitais absorvem quase nove em cada dez atendimentos. 

O perfil predominante das vítimas em motocicleta é de homens entre 20 e 39 anos. 

Entre pedestres atropelados, o grupo mais atingido é o de idosos acima de 70 anos, e é justamente ele que gera a maior pressão sobre as UTIs, segundo os autores. 


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