Entre as vítimas de acidente de trânsito atendidas na rede hospitalar do Rio Grande do Norte, 34,02% deram entrada sem nenhum equipamento de proteção individual.
O uso de capacete foi confirmado em pouco mais da metade dos atendimentos.
Os percentuais estão no relatório “O impacto hospitalar e financeiro dos acidentes de trânsito no RN (2025-2026)”, produzido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN, o LAIS, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública.
É o mesmo levantamento que sustenta o cálculo de cerca de R$ 60 milhões em impacto sobre os gastos da rede estadual de saúde em 2025.
Os dois números, porém, medem coisas diferentes e convém não confundi-los: os R$ 60 milhões representam o impacto estimado sobre a rede estadual, enquanto os procedimentos efetivamente faturados ao Sistema Único de Saúde no período analisado somam pouco mais de R$ 6 milhões.
O estudo também mostra onde a pressão se concentra. O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, responde por 56% dos casos, e o Tarcísio Maia, em Mossoró, por 33% — dois hospitais absorvem quase nove em cada dez atendimentos.
O perfil predominante das vítimas em motocicleta é de homens entre 20 e 39 anos.
Entre pedestres atropelados, o grupo mais atingido é o de idosos acima de 70 anos, e é justamente ele que gera a maior pressão sobre as UTIs, segundo os autores.


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