O governo federal projeta elevar o salário mínimo para 1.717 reais em 2027, conforme estimativa apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado ao Congresso Nacional em abril.
Se a previsão for confirmada, o piso nacional subirá 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, o que representa um reajuste nominal de 5,92%.
A estimativa, no entanto, ainda poderá ser alterada. O valor definitivo depende da inflação acumulada até novembro de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além dos demais parâmetros previstos na legislação.
Após a divulgação do índice pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo editará o decreto que oficializará o novo salário mínimo, válido a partir de 1º de janeiro de 2027.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a projeção considera um ganho real de 2,5%, portanto acima da inflação, preservando a política de valorização do piso nacional e ampliando o poder de compra dos trabalhadores que recebem o salário mínimo.
O processo de definição começa com a estimativa incluída no PLDO, que orienta a elaboração do Orçamento da União.
Em seguida, o valor é incorporado ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado ao Congresso no segundo semestre.
Somente após a divulgação do INPC de novembro e a publicação de decreto presidencial é que o montante oficial é definido.
No caso do piso previsto para 2027, será considerado o desempenho da economia em 2025.
Ainda assim, o ganho real está limitado a 2,5% ao ano, conforme determina o arcabouço fiscal, mesmo que o crescimento do PIB supere esse percentual.
Depois de aprovado pelo Congresso, o PLDO se transforma na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento federal. Posteriormente, o valor definitivo do salário mínimo será incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por autorizar os gastos do governo no exercício seguinte.

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