terça-feira, 11 de agosto de 2026

Partidos criam regras contra candidatos ligados a facções e milícias

 Partidos políticos começaram a adotar, desde junho, novos procedimentos para tentar impedir que pessoas vinculadas a facções, milícias e outras organizações criminosas disputem as eleições deste ano. 

A movimentação ocorreu após uma recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que cobrou providências das legendas e alertou para a possibilidade de acionar a Justiça Eleitoral em casos de “dolo e desídia deliberada”.

Entre as medidas já anunciadas estão a análise dos documentos apresentados pelos interessados em concorrer, a criação de comissões de integridade e a exigência de declarações nas quais os pré-candidatos afirmam não manter vínculos com grupos criminosos. 

A recomendação, elaborada no fim de junho, também propõe que os partidos busquem conhecer o histórico criminal dos filiados, realizem avaliações patrimoniais e instituam comissões de sindicância ética.

As orientações foram encaminhadas aos procuradores regionais eleitorais, responsáveis por repassá-las aos diretórios estaduais. 

O MPE solicitou ainda que as direções partidárias informem quais protocolos e medidas de segurança serão adotados já no pleito deste ano.


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