O governo federal avança na reformulação do programa de renegociação de
dívidas, conhecido como Desenrola 2.0, com expectativa de maior adesão de
instituições financeiras e ampliação do alcance.
A nova proposta, ainda em discussão pela equipe econômica, busca
simplificar a operação e reduzir custos em relação ao modelo lançado em 2023.
A principal mudança em análise é a descentralização do processo de
renegociação. Diferentemente da primeira versão, que utilizava uma plataforma
centralizada com leilões para definição de descontos e condições, o novo
desenho prevê que as negociações ocorram diretamente nos canais dos próprios
bancos.
A alteração tende a tornar o fluxo mais ágil e menos oneroso para as
instituições.
A expectativa do governo é que os descontos possam chegar a até 90% sobre o valor das dívidas, especialmente em modalidades de maior risco, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
Para viabilizar
taxas mais baixas, estimadas em até 1,99% ao mês, o programa deve contar com
mecanismos de garantia, como o Fundo Garantidor de Operações (FGO).

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