As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam 37,53% da capacidade total, segundo a atualização do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios divulgada pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) na terça-feira 7.
O levantamento acompanha 69 reservatórios responsáveis pelo
abastecimento da população potiguar.
Para o Igarn, o cenário é de atenção, característico do período seco,
com necessidade de uso racional da água e acompanhamento permanente.
Entre os principais mananciais, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves,
maior do estado e localizada entre os municípios de Assú, Itajá e São Rafael,
acumula o equivalente a 44,61% da capacidade. A Barragem Oiticica, em Jucurutu,
está com 14,83%.
Na sequência, aparecem a Barragem Santa Cruz do Apodi, com (54,90%); o
Reservatório Umari, em Upanema, com (52,30%); e o Reservatório Poço Branco
(João Batista do Rego), com 53,39% da capacidade total.
O relatório também aponta que 20 reservatórios estão em situação
crítica, com volumes inferiores a 10% da capacidade.
Estão nesse cenário os açudes de Itans (Caicó) – 0,00%; Lulu Pinto (Luís
Gomes) – 0,01%; Passagem das Traíras (São José do Seridó) – 0,03%; Brejo (Olho-d’Água
do Borges) – 0,29%; Jesus Maria José (Tenente Ananias) – 0,33%; Esguicho (Ouro
Branco) – 0,60%; Mundo Novo (Caicó) – 0,78%; Sabugi (São João do Sabugi) –
1,03%; Carnaúba (São João do Sabugi) – 1,84%; Tourão (Patu) – 2,46%; São
Gonçalo (São Francisco do Oeste) – 2,57%; Gangorra (Rafael Fernandes) – 3,50%;
Apanha Peixe (Caraúbas) – 5,33%; Inspetoria (Umarizal) – 5,52%; 25 de Março
(Pau dos Ferros) – 5,52%; Bonito II (São Miguel) – 5,80%; Japi II (São José do
Campestre) – 7,26%; Dinamarca (Serra Negra do Norte) – 8,30%; Boqueirão de
Parelhas – Ministro João Alves (Parelhas) – 9,30%; e Zangarelhas (Jardim do
Seridó) – 9,32%.
Segundo o Igarn, apesar de alguns reservatórios apresentarem volumes
acima de 50%, o quadro geral reforça a necessidade de uso responsável da água,
do monitoramento permanente dos mananciais e do planejamento integrado entre
órgãos gestores, comitês de bacias e municípios, com prioridade para o
abastecimento humano.
O monitoramento é contínuo e os dados atualizados podem ser acompanhados
nos boletins divulgados pelo Instituto.

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