A fisioterapeuta Gabriela Batista Pagidis, de 30 anos, já recebeu ao menos R$ 807,5 mil como secretária parlamentar no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mesmo trabalhando em clínicas privadas de Brasília durante o expediente.
A informação foi revelada pela imprensa após o acompanhamento da rotina
da servidora, que, oficialmente, está lotada na Câmara desde 1º de junho de
2017.
Nos últimos dias, Gabriela foi flagrada trabalhando presencialmente em
dois consultórios de fisioterapia.
Às segundas e quartas-feiras, atende no Instituto Costa Saúde, na Asa
Norte, e às terças e quintas à tarde, no Centro Clínico Bandeirantes.
Na última sexta-feira 12, foi vista em uma academia pela manhã e, à
tarde, no Zoológico de Brasília — atividades incompatíveis com uma jornada na
Câmara.
A reportagem solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), os
registros de acesso de Gabriela Pagidis às dependências da Câmara.
A resposta oficial informou que os servidores com crachá não têm entrada
registrada nas portarias, que a garagem exige apenas credenciamento, e que o
controle de frequência é de responsabilidade exclusiva dos gabinetes.
Além de Gabriela, outras duas mulheres lotadas no gabinete de Hugo Motta também são apontadas como funcionárias
fantasmas, revelou o jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira
15.
O que
diz o deputado Hugo Motta
Em nota, a assessoria do presidente da Câmara afirmou que: “O presidente
Hugo Motta preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de
seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto
dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.

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