A investigação teve início após denúncia de que o suspeito teria
atendido uma paciente idosa no Hospital Maternidade Teresinha Lula de Queiroz
Santos, em julho de 2019.
Segundo os autos, a mulher, de 70 anos, apresentava um quadro clínico
compatível com fratura no punho, confirmado por exame de raio-x.
Ainda assim, o investigado diagnosticou entorse e prescreveu apenas
analgésicos, sem encaminhamento para ortopedista.
Dias depois, especialistas constataram uma fratura consolidada de forma
incorreta, que resultou em deformidade permanente e perda total da função da
mão direita da paciente.
A apuração revelou ainda que o suspeito utilizava o nome, carimbo e
assinatura falsificados de um médico com registro em outro estado, que nunca
atuou em Jucurutu.
Durante a operação, foram apreendidos carimbos e documentos públicos com
sinais de falsificação.
O inquérito investiga os crimes de exercício ilegal da medicina,
falsidade ideológica, falsificação de documento público e lesão corporal grave,
com debilidade permanente de membro.


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