Pela proposta, a bandeira amarela cairia de R$ 2,989 por 100
quilowatts-hora para R$ 1,885, recuo de 36,9%. Na bandeira vermelha, o valor
cairia de R$ 6,50 para R$ 4,464 no patamar 1 (redução de 31,3%) e de R$ 9,795
para R$ 7,877 no patamar 2 (redução de 19,6%). Os interessados podem enviar as contribuições
de quarta-feira (23) até 6 outubro, para o e-mail cp026_2023@aneel.gov.br .
A redução foi possível por três motivos. Primeiro, os reservatórios das
hidrelétricas estão em níveis confortáveis, além do que a oferta de energia
renovável no país está em expansão, com a produção de energia eólica e solar em
alta e o preço internacional dos combustíveis fósseis (carvão e gás natural)
usado para abastecer as termelétricas caiu em relação ao ano passado.
Nesse momento, a proposta não terá impacto na conta de luz porque, desde
abril do ano passado, a bandeira tarifária está no nível verde, em que não há
tarifas adicionais, e deve permanecer assim até pelo menos o fim do ano. No
entanto, a Aneel informou, em nota, que as bandeiras tarifárias mais baixas deverão
acarretar menor reajuste nas contas elétricas nas próximas revisões de tarifas
por causa da queda dos valores vinculados à operação do Sistema Interligado
Nacional.
Bandeiras
Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.


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