Endereçado ao ministro Flávio Dino e ao secretário da Senacon Wadih
Damous, o documento defende que a aprovação do empréstimo com desconto em folha
do benefício de R$ 600 foi uma “medida equivocada” que “vulnerabilizou ainda
mais famílias em extrema pobreza”.
A entidade calcula que, desde o início da operação de crédito, em
outubro passado, R$ 9,5 bilhões foram concedidos em empréstimos para 3,5
milhões de famílias beneficiárias, com a Caixa Econômica Federal sendo
responsável por R$ 4 a cada R$ 5 emprestados, totalizando R$ 7,64 bilhões.
O banco público foi o único entre os maiores do país a se habilitar para
a modalidade, mas outras 11 instituições financeiras estão credenciadas.
O Idec também lembrou no ofício que irregularidades foram identificadas
no processo de cadastramento das famílias e na concessão de crédito, como
“benefícios pagos em duplicidade, erros no processo de exclusão de famílias do
Programa, deturpação dos dados cadastrados prejudiciais aos programas
desenvolvidos por Estados e Municípios e mais de 3,2 milhões de cadastros sem
averiguação”.
A entidade propõe que as operações de concessão de novos empréstimos
sejam suspensas em caráter imediato, e que a Caixa integre as carteiras de
crédito operadas pelos bancos privados, ou seja, assuma os valores dos
empréstimos, excluídos os juros.
Com informações de Extra


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