A companhia destacou que esta alta do QAV se deu após três meses
consecutivos de redução média no preço do produto, que havia recuado 13,5%. Os
ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmulas
contratuais negociadas com as distribuidoras.
“Os preços de venda de QAV da Petrobras buscam equilíbrio com o mercado
internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de
câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal,
mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio. Dessa
maneira, em 2022, foram realizados sete aumentos e quatro reduções que
resultaram em uma variação de +48,4% no ano”, explicou a companhia.
A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado
apenas para as distribuidoras. As distribuidoras transportam e comercializam os
produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos
aeroportos, ou para os revendedores.
Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos
aeroportos e pelos serviços de abastecimento.
O mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, e não existem restrições
legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como
produtores ou importadores de QAV.
A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) divulgou nota
sustentando que o aumento, durante o ano, segundo cálculos próprios, foi de
58,8%. Segundo a entidade, o QAV responde por cerca de 40% dos custos totais de
uma companhia aérea.
Edição: Fábio Massalli


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