O resultado final do sequenciamento foi finalizado na última
segunda-feira, 23, quando foi possível confirmar a presença dessa variante no
Estado. De acordo com a diretora do IMT, Selma Jerônimo, a identificação de
variantes é frequente, em virtude da fácil mutação do RNA do vírus, motivo pelo
qual as pessoas devem manter os cuidados na prevenção e tomar a vacina contra a
covid-19.
“A diminuição da presença do vírus entre as pessoas é via de controlar o
surgimento de novas variantes”, afirma.
A variante delta do novo coronavírus atualmente é a prevalente nos
Estados Unidos e no Reino Unido. No Brasil, já foi encontrada em outros
estados, entre eles Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.
A identificação da variante foi realizada por meio do sequenciamento das
amostras coletadas, trabalho desenvolvido pelo IMT/UFRN com recursos de projeto
de pesquisa e colaboração do laboratório Getúlio Sales Diagnósticos.
Atualmente, a unidade sequenciou e está analisando 64 genomas do SARS-CoV-2
provenientes de amostras do Rio Grande do Norte.
A análise é feita por pesquisadores e pós-graduandos do IMT, que atuam
desde o início da pandemia no combate à covid-19. A UFRN já realizou 160 mil
testes PCR, sendo 148 mil pelo IMT e 12 mil pela Faculdade de Ciências da Saúde
(Facisa), além de 13 mil testes sorológicos.
O IMT também realiza um estudo de soroprevalência em parceria com a
Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), para avaliar a quantidade de
pessoas com resposta de defesa ao vírus, entre vacinadas e as que tiveram
infecção natural pela covid-19.
“No estudo inicial, observamos que 72% dos participantes da pesquisa têm
anticorpos contra o SARS-CoV-2. Esses resultados mostram a necessidade de
vigilância contínua para minimizar os riscos de contaminação, a partir da
colaboração de todos os cidadãos na luta contra o vírus”, alerta Selma
Jerônimo.


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