O ministério, no entanto, não detalhou o plano. Disse que, em conjunto
com a agência, está definindo as metas de economia e os prêmios.
Questionado em entrevista coletiva, o ministro explicou que ainda não
sabe de onde sairão os recursos para arcar com os descontos. Albuquerque
afirmou, porém, que não há previsão de crédito extraordinário no Orçamento para
financiar o programa.
O secretário de Energia Elétrica, Christiano Vieira, explicou que o
conceito desse plano é o mesmo do programa de deslocamento de consumo para
grandes consumidores, que terão compensação financeira se gastarem sua energia
fora dos horários de pico.
Cada empresa que se dispuser a fazer esse acerto, enviará uma oferta ao
ONS (Operador Nacional do Sistema) dizendo quanto pretende receber.
O ONS escolherá as melhores propostas, justamente aquelas que sejam mais
vantajosas em relação ao acionamento de uma usina termelétrica, que gera um MWh
por mais de R$ 2.000. “Essa diferença é que reduzirá o custo geral de geração
de energia do país”, disse Vieira.
Essa lógica, ainda segundo o secretário, servirá de referência para o
plano de incentivo aos consumidores residenciais. No entanto, não foi detalhado
qual será o preço de referência para o cálculo desse bônus.
“Quem vai pagar isso é a carga do sistema [no ambiente regulado, todos
os consumidores compartilham os custos de economia ou de sobrepreço]”, disse
Vieira. “Há previsão legal para que todos sejam remunerados via ESS [Encargos
de Segurança do Sistema]. Aquele custo vai ser rateado com todos.”
O plano de estímulo à redução de consumo de energia para residências e
empresas de menor porte é mais um passo do governo para tentar evitar apagões
diante do agravamento da crise hídrica.
O diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, que havia previsão de
chuvas na região Sul mas elas foram frustradas, o que levou o grupo de
monitoramento emergencial da crise a tomar medidas mais drásticas de
preservação da água no sistema e partir para um pacote de incentivo à redução
de consumo.
FolhaPress


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