O
Ibama concluiu na manhã de sexta-feira mais uma fase da “Operação Migratórios”,
que combate a caça predatória das arribaçãs no Rio Grande do Norte. A
operação, iniciada na noite de quarta-feira (17), deteve 28 pessoas – entre
elas, dois menores – que caçavam as aves em uma fazenda em Caiçara do Norte,
município a 160 km de Natal.
Com
os caçadores, foram encontradas cerca de 1.900 arribaçãs mortas, sete
espingardas de pressão, diversas baladeiras e porretes. A
ação contou com o apoio de policiais militares da Cipam de Mossoró, da Polícia
Rodoviária Federal, da Polícia Federal e também da prefeitura do município de
São Bento do Norte.
No local, também foram apreendidos cinco automóveis e 23 motocicletas de propriedade dos caçadores. Esses veículos ficarão retidos no Ibama até o julgamento final dos processos administrativos e, em muitos casos, não serão restituídos aos seus donos.
De
acordo com a legislação brasileira, veículos e instrumentos utilizados para o
cometimento de crimes ambientais devem ser retidos pelas autoridades para
evitar a continuidade dos delitos.
Segundo a chefe da fiscalização do Ibama no Rio Grande do Norte, Cláudia Zagaglia, os fiscais chegaram até o local da caça por meio de uma denúncia segura, o que permitiu a verificação do flagrante.
Segundo a chefe da fiscalização do Ibama no Rio Grande do Norte, Cláudia Zagaglia, os fiscais chegaram até o local da caça por meio de uma denúncia segura, o que permitiu a verificação do flagrante.
“É
uma área de postura e criação de filhotes, o que torna esse crime muito mais
grave”, explicou. Também agrava a infração o fato de ter sido praticada à
noite.
“Essas
características vão dificultar a retomada dos automóveis e motos, que poderão
ficar retidos para sempre”. Atualmente, o Ibama, no estado, tem cerca de 100
veículos apreendidos.
Todos os caçadores detidos foram autuados em R$ 500 por unidade de arribaçã abatida, o que elevou o total de multas aplicadas nessa operação para quase R$ 950 mil. Além da multa, deverão responder na Justiça por crime contra o meio ambiente, o que poderá resultar em nova sanção pecuniária ou mesmo em detenção por até um ano. O Ibama alerta: caçar, perseguir, apreender, manter em cativeiro ou mesmo comprar animais silvestres sem origem legal é crime.
Todos os caçadores detidos foram autuados em R$ 500 por unidade de arribaçã abatida, o que elevou o total de multas aplicadas nessa operação para quase R$ 950 mil. Além da multa, deverão responder na Justiça por crime contra o meio ambiente, o que poderá resultar em nova sanção pecuniária ou mesmo em detenção por até um ano. O Ibama alerta: caçar, perseguir, apreender, manter em cativeiro ou mesmo comprar animais silvestres sem origem legal é crime.
Os
animais silvestres ajudam a manter o equilíbrio ambiental, combatendo pragas,
disseminando sementes e protegendo a vegetação. Denúncias podem ser feitas
através da Linha Verde do Ibama: 0800-61-8080.


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