terça-feira, 29 de abril de 2014

Mais de 600 menores infratores cumprem pena no RN

Os crimes cometidos por menores tem ganhado cada vez mais espaço nas notícias dos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte.
Dirigir sem habilitação, furtos, tráfico de drogas e até mesmo homicídios são as principais infrações que eles cometem.
O estado, por sua vez, em obediência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tenta encontrar medidas socioeducativas para punir, responsabilizar e educar os menores em conflito com a lei, mas nem sempre consegue.
De acordo com a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude do RN, existem em torno de 800 adolescentes sendo processados e mais 600 cumprindo medidas socioeducativas, sentenciados, por infrações cometidas. 
Ainda de acordo com o mesmo órgão, embora não se possa afirmar que o envolvimento de adolescentes em crimes aumentou nos últimos três anos, acredita-se que os atos infracionais estejam mais graves por causa das drogas e da ausência de políticas públicas voltadas para a juventude.
Sendo assim, as medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) variam de advertência; obrigação à reparação de danos; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; semi liberdade e internação.
Mas, em casos de infrações consideradas graves, o adolescente deve ficar em regime de semi liberdade ou internação, em instituições adequadas a idade e a gravidade do ato que ele cometeu.
Por outro lado, nem os municípios nem o Estado estão cumprindo a lei, criando programas de responsabilização juvenil e de reinserção familiar.
No Brasil, do total de 345 mil menores infratores e adultos criminosos 25,4% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos que estão internados em estabelecimentos de correção ou cumprindo medidas em regime de liberdade assistida.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos existem 60 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no Brasil, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto.
O Departamento Penitenciário Nacional registra 285 mil adultos presos no país.

Antonio Gleivérson


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