O governo brasileiro pretende atrair não somente médicos cubanos para trabalhar nas regiões mais carentes do país, mas também profissionais de Portugal e da Espanha.
O ministro da
Saúde, Alexandre Padilha, disse que desde o início do ano estuda alternativas
para suprir a deficiência desses profissionais nas regiões mais remotas do
país.
Não se faz saúde sem médicos. O Brasil precisa de mais médicos com mais
qualidade e mais próximos da população".
Sobre as críticas do Conselho Federal
de Medicina à decisão, Padilha disse que concorda que a contratação tem que
considerar a qualidade e a responsabilidade desses profissionais. Ele destacou
que o governo já descartou a validação automática de diplomas e a contratação
de médicos de países que tenham menos profissionais que o Brasil, como é o caso
da Bolívia e do Paraguai.
Dados do Ministério da Saúde mostram
que no Brasil existe 1,8 médico para cada mil habitantes. Na Argentina, a
proporção é de 3,2 médicos para mil habitantes e, em países como Espanha e
Portugal, essa relação é de 4 médicos.
No início do ano,
os prefeitos que assumiram apresentaram ao governo federal uma série de
demandas na área de saúde. Entre os pontos destacados estava a dificuldade de
atrair médicos para as áreas mais carentes, para as periferias das cidades e
para o interior.
Padilha disse que o governo estuda
várias alternativas. "A principal medida que temos adotado é estruturar os
serviços de saúde e ampliar o número de vagas nos cursos de medicina nas
universidades".
Outra bandeira do
ministério é o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica
(Provab), que oferece salários mensais de R$ 8 mil e pontos na carreira dos
médicos que vão para o interior e as periferias. Até hoje só 4 mil médicos
aceitaram participar do programa.
De acordo com Padilha, o Brasil está
acompanhando experiências de países desenvolvidos como a Inglaterra, onde 40%
dos médicos foram atraídos de outros países, Canadá onde 22% dos médicos são
estrangeiros ,e Austrália, onde essa participação é 17%. No Brasil, apenas 1%
dos médicos veio de outros países.
Agência Brasil

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