O Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte (DOE) desta
quinta-feira (20) traz uma recomendação assinada pelo promotor de Justiça
Wendell Beetoven Ribeiro Agra que pode alterar o modo como acidentes de
trânsito são tratados nos municípios potiguares.
Ele sugere no documento que o Comando de Políciamento Rodoviário
Estadual (CPRE) da Polícia Militar pare de atuar em ocorrências de pequenas
colisões e controle de trânsito dentro das cidades.
O objetivo, segundo o promotor, é para que o CPRE dê mais
atenção ao patrulhamento das rodovias estaduais.
Na opinião de Wendell Beetoven, a maioria das rodovias estaduais está sem patrulhamento, enquanto que o CPRE atua em um serviço que deveria ser feito pelas secretarias municipais de trânsito de cada cidade.
Na opinião de Wendell Beetoven, a maioria das rodovias estaduais está sem patrulhamento, enquanto que o CPRE atua em um serviço que deveria ser feito pelas secretarias municipais de trânsito de cada cidade.
"Em batidas em que não há vítimas ou crimes de trânsito,
é competência do município fazer a autuação e a perícia, bem como organizar o
trânsito e retirar os veículos da via.
Mas, como a grande maioria não tem efetivo suficiente de
guardas de trânsito para fazer isso, a responsabilidade acaba recaindo sobre o
CPRE", pondera Beetoven.
O promotor acredita que esse tipo de atribuição, que não deveria ser do CPRE, acaba sobrecarregando o comando. "Com essa mudança de responsabilidade, estaremos liberando a PM para patrulhar as estradas".
O promotor acredita que esse tipo de atribuição, que não deveria ser do CPRE, acaba sobrecarregando o comando. "Com essa mudança de responsabilidade, estaremos liberando a PM para patrulhar as estradas".
Segundo Wendell Beetoven, há situações em que o policial de
trânsito chegue a ter de organizar o tráfego de veículos dentro de bairros
comerciais de Natal, como o Alecrim.
O comandante do CPRE, o coronel PM Francisco Canindé Freitas, admite que "o promotor está certo. Esse serviço era para ser feito mesmo pelos municípios.
O comandante do CPRE, o coronel PM Francisco Canindé Freitas, admite que "o promotor está certo. Esse serviço era para ser feito mesmo pelos municípios.
Mas, como a grande maioria dos municípios não tem pessoal
para fazer isso, o CPRE assume, sem qualquer prejuízo às nossas funções.
Fazemos bem os dois trabalhos, tanto o de acidentes como o de patrulhar as
rodovias".
O coronel Freitas afirma, porém, que ainda não recebeu a
recomendação e vai seguir aquilo que for determinado pelo Comando Geral da
PM/RN.
O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (Semob), Haroldo Maia, afirma que os agentes de trânsito da capital potiguar já fazem o trabalho de controlar o trânsito quando ocorrem pequenos acidentes.
O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (Semob), Haroldo Maia, afirma que os agentes de trânsito da capital potiguar já fazem o trabalho de controlar o trânsito quando ocorrem pequenos acidentes.
"O agente faz a marcação, recolhe os dados, faz a
retirada dos veículos da via e organiza o trânsito", alega. Contudo,
segundo ele, o trabalho de perícia dos veículos acidentados é de
responsabilidade do CPRE. "Isso sempre foi feito pela polícia de
trânsito".
DN Online.

Nenhum comentário:
Postar um comentário