As
irregularidades denunciadas pelo Ministério Público Federal nas obras de
duplicação da BR-101 em 2011 não foram os únicos rastros deixados pela antiga
cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte no Rio Grande
do Norte (DNIT-RN), exonerada por suspeita de corrupção.
O NOVO
JORNAL teve acesso a informações inéditas de uma auditoria interna do DNIT que
revela pagamentos indevidos do órgão a empresas que venceram licitações na
época em que o PR, liderado pelo deputado federal João Maia, controlava o órgão
no RN.
Ao todo,
sete construtoras receberam, juntas, R$ 3,6 milhões pela inclusão, numa das camadas
do asfalto, de uma fibra vegetal que hoje nem é mais fabricada.
O insumo nunca
foi utilizado em nenhuma obra dessas empresas no Estado. A irregularidade foi
constatada pela atual gestão do DNIT/RN, que abriu processo em 17 de junho de
2011.
Uma das empresas
que receberam o dinheiro indevidamente foi a Delta Construções S/A, investigada
no escândalo da operação Monte Carlo, cujo pivô é o bicheiro Carlinhos
Cachoeira, que está preso na penitenciário da Papuda, em Brasília.
Somente a
Delta recebeu R$ 682.583,41 por um insumo que nunca usou. Além dela, também
levaram dinheiro de forma ilegal as construtoras Esse Engenharia Sinalização e
Serviços Especiais, Construtora Sucesso S/A, Construtora G&F Ltda.,
Construtora Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda., Construtora Luiz Costa
Ltda.
Cavalca Construções e Mineração Ltda.
O pedido
para checar a suposta irregularidade partiu do setor de engenharia do órgão,
chefiado hoje pelo técnico José Antoniel Campos Feitosa.
Ele solicitou aos
fiscais do programa de Conservação, Restauração e Manutenção de Rodovias
(Crema) que se pronunciassem a respeito do insumo ‘fibra vegetal’ no serviços
de microevestimento asfáltico, como constava no contrato.
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