terça-feira, 2 de junho de 2026

Governo Federal estuda ampliar limite do MEI

 O Governo Federal estuda elevar gradualmente o teto de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI), em meio à pressão do Congresso Nacional para ampliar o limite atual de R$ 81 mil.

A proposta em análise prevê que o teto passe para R$ 100 mil em 2027 e para R$ 120 mil em 2028, permitindo que os microempreendedores tenham receita mensal de até R$ 10 mil.

A discussão ocorre enquanto avança no Congresso um projeto que amplia o limite para R$ 130 mil por ano. Na Câmara dos Deputados, há parlamentares que defendem um teto ainda maior, de até R$ 145 mil.

Embora reconheça a dificuldade política de barrar a proposta, a equipe econômica busca alternativas para reduzir seus efeitos fiscais.

Estudos em poder do governo apontam que a ampliação para R$ 130 mil geraria um impacto atuarial estimado em R$ 90 bilhões para a Previdência Social, considerando receitas e despesas projetadas para os próximos 70 anos e trazidas a valor presente.

Ainda não há cálculo oficial para as faixas intermediárias em análise, mas as projeções indicam impacto entre R$ 50 bilhões e R$ 80 bilhões.

A principal preocupação do governo é o caráter fortemente subsidiado do regime. Atualmente, o MEI contribui com apenas 5% do salário mínimo para ter acesso a benefícios previdenciários, o equivalente a R$ 81,05 por mês. Esse valor garante cobertura para aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.

A ideia é criar uma transição gradual entre o MEI e o Simples Nacional, regime tributário voltado para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.


 

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