A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a evolução da síndrome
respiratória aguda grave (SRAG) no país.
De acordo com a análise referente ao período de 22 a 28 de março, a
maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste
permanece em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência
de crescimento.
O cenário indica a continuidade da circulação intensa de vírus
respiratórios e aumento das hospitalizações.
Embora a influenza seja responsável pela maior parte dos óbitos por
SRAG, o avanço dos casos também está relacionado à circulação de outros vírus.
Entre eles, destacam-se o vírus sincicial respiratório (VSR), associado a
quadros de bronquiolite infantil, e o rinovírus, causador de resfriados comuns.
Em 2026, já foram notificados 28.363 casos de SRAG no país. Entre os
casos com confirmação laboratorial para vírus respiratórios nas últimas quatro
semanas, 27,4% foram associados ao vírus Influenza A e 1,5% ao Influenza B.
Outros 17,7% dos casos foram atribuídos ao VSR, 45,3% ao rinovírus e 7,3% ao
vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19.
No que diz respeito aos óbitos, a influenza também aparece como principal
agente. Segundo os dados, 36,9% das mortes por SRAG foram causadas por
Influenza A e 2,5% por Influenza B. O VSR responde por 5,9% dos óbitos, o
rinovírus por 30% e o Sars-CoV-2 por 25,6%.


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