O preço do gás de cozinha deve ficar mais caro no Rio Grande do Norte
nos próximos dias.
O aumento para o consumidor final deve variar entre R$ 8 e R$ 9 por
botijão, podendo fazer com que o produto chegue a até R$ 125.
O reajuste já começou a ser aplicado pelas distribuidoras, com alta
média de R$ 7,11, segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de
Petróleo do RN.
A expectativa do setor é de que o novo valor passe a ser percebido pela população
ainda nesta semana.
De acordo com o sindicato, o aumento é influenciado por fatores internos
e externos. Entre eles estão a alta no preço do diesel, que impacta diretamente
o transporte, e o cenário internacional, com tensões no Oriente Médio pressionando
o mercado de energia.
Apesar da tendência de repasse generalizado, alguns pontos de venda
ainda comercializam estoques antigos, o que pode gerar variações temporárias
nos preços. A expectativa, no entanto, é que a alta seja aplicada de forma mais
ampla nos próximos dias.
O setor já observa reflexos imediatos, como a redução no ritmo de vendas
e a previsão de queda no consumo, especialmente entre famílias de menor renda.
Revendedores também relatam dificuldades para repassar integralmente o
aumento sem perder clientes, o que tem levado à redução das margens de lucro.
Diante desse cenário, distribuidores avaliam até a possibilidade de
suspender programas de venda com preços mais acessíveis, como o “Gás do Povo”,
por conta da elevação dos custos.
Para o consumidor, o impacto é direto no orçamento doméstico, que já
enfrenta pressão com outros reajustes.
Especialistas apontam que o aumento do gás também pode influenciar a
inflação, já que o produto é essencial e tem efeito em cadeia, encarecendo
serviços e itens, principalmente no setor de alimentação.


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