A decisão, tomada em caráter sigiloso no último dia 9, também autoriza
que outros seis veículos sejam incorporados ao patrimônio da Polícia Federal
(PF).
A maior parte dos automóveis pertence ao lobista Antonio Carlos Camilo
Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Há ainda veículos ligados ao
empresário Maurício Camisotti, à esposa dele, Cecília Montalvão Simões, e a
outros investigados.
Entre os carros que irão a leilão estão modelos de alto valor, como
Porsche 911, Panamera e Taycan, além de uma Lamborghini Urus S e uma BMW M3
Competition.
Os valores de mercado variam de R$ 69,7 mil a R$ 2,44 milhões. Já entre
os veículos destinados à PF estão uma Land Rover Velar blindada e uma BMW X1.
Segundo a PF, a venda antecipada dos bens tem como objetivo evitar a
desvalorização causada pelo tempo e pelos custos de manutenção, o que poderia
impactar a recuperação de recursos públicos em caso de condenação dos
investigados.
Na decisão, Mendonça destacou que a medida busca preservar tanto o
interesse da União quanto o valor econômico dos bens, evitando que os veículos
se tornem obsoletos ao fim do processo. Os carros incorporados à PF poderão ser
utilizados em operações, ações de vigilância e atividades que exigem proteção,
como o uso de veículos blindados.


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