sábado, 28 de junho de 2025

Técnicos do TCU descartaram fraude na licitação do Hospital Metropolitano e pediram suspensão só para esclarecimentos

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) descartaram suspeitas de fraude ou favorecimento na licitação para construção do Hospital Metropolitano de Natal.

Para analistas do órgão, as decisões da Secretaria de Infraestrutura (SIN) ao longo do processo de concorrência seguiram regras do edital e da nova Lei de Licitações.

A licitação foi declarada encerrada no início deste mês. Um consórcio de três empresas liderado pela construtora Ramalho Moreira venceu o processo, mesmo apresentando a 4ª melhor proposta. O lance foi de R$ 200,7 milhões para a construção do hospital.

Seguindo o parecer, a licitação foi suspensa por decisão do ministro Bruno Dantas, que depois foi referendada pelo plenário do TCU.

Segundo o acórdão da decisão, a área técnica destacou que a denúncia de irregularidade sobre suposto favorecimento foi improcedente em quase todos os pontos.

Os técnicos validaram, por exemplo, a desclassificação da primeira colocada, a empresa Comtérmica, por não reapresentar documentos dentro do prazo previsto no edital.

Ainda que o prazo tenha sido curto, de apenas duas horas, a equipe entendeu que ele respeitou as regras do certame.

Também foi descartada qualquer irregularidade no fato de a terceira colocada não ter apresentado documentação, assim como não foram encontrados indícios de combinação para favorecer a empresa que ficou com o contrato.

O único ponto que chamou atenção dos técnicos foi a desclassificação da segunda colocada, Uchôa Construções Ltda., que foi desclassificada por não apresentar atestado de experiência na instalação de elevadores com exatamente “seis paradas”. Para a unidade técnica, não há clareza sobre a necessidade desse critério na licitação.

Com isso, os técnicos pediram que a licitação fosse suspensa para que a Secretaria de Infraestrutura explique a necessidade dessa exigência. 



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