A morte do torcedor Leonardo Lucas de Carvalho, de 26 anos de idade, após um confusão que envolveu torcidas organizadas de ABC e Sport e a Polícia Militar na Zona Sul de Natal, completou um mês.
O caso aconteceu no dia 15 de setembro no bairro de Ponta Negra.
Leonardo foi atingido com um tiro na cabeça durante uma briga generalizada
entre torcedores, que envolveu também a atuação da PM.
Em nota, a Polícia Civil informou que “a investigação transcorre em
sigilo, seguindo os trâmites pertinentes à elucidação” e que, “por se tratar de
um fato de elevada complexidade, necessitando de ampla instrução testemunhal e
pericial, terá seu prazo de conclusão prorrogado”.
Até esta terça-feira (17), o autor do disparo não havia sido
identificado. O laudo de balística, que vai ajudar a desvendar de onde saiu o
tiro que matou o torcedor do ABC e que tinha o prazo de 30 dias para acontecer,
não foi concluído.
A direção do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) informou que
as armas dos policiais militares envolvidos na operação foram entregues na
semana passada ao órgão para análise, o que impediu a conclusão em 30 dias.
Elas estavam de posse da Polícia Civil. Com isso, serão necessários pelo menos
mais 20 dias para conclusão desse laudo. A Civil não informou o motivo do
atraso na entrega das armas.
Até o momento, segundo o Itep, foi realizado o laudo do local, no qual
foram recolhidos vestígios, como elementos de arma de fogo – estojos e
projéteis – que estão sendo utilizados nos exames de balística. O laudo
necroscópico também foi finalizado e confirmou que o torcedor foi vítima de um
tiro, com a entrada de um projétil de arma de fogo na cabeça.
A Polícia Militar, que também abriu um procedimento interno para
apurar o que ocorreu logo após o caso, informou que apuração segue junto à
Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do RN (Sesed).
g1-RN


Nenhum comentário:
Postar um comentário