São pessoas que morreram vítimas de crimes, de acidente de trânsito ou
outro tipo de morte violenta, tiveram os corpos recolhidos pelo Itep e não
foram identificadas ou procuradas por nenhum familiar.
O mais antigo deles está no órgão desde 2017. Segundo a diretora Talita
Pascaly, pelo menos dois corpos foram identificados, mas familiares não
compareceram para identificação oficial e retirada para sepultamento, mesmo
após chamamento oficial e público. Mas a maioria dos casos é de ossadas, o que
dificulta a identificação.
Ainda assim, a diretora explicou que foram recolhidas amostras de DNA de
todos os corpos e eles serão inumados em covas separadas e numeradas. Caso
alguma família compareça no futuro, em busca de um familiar, a identificação poderá
ser feita.
“O protocolo é, quando não identificados, a família vir procurar, se
identificar com possível parentesco, trazer a documentação, para a gente poder
fazer a comparação.
No caso das ossadas, essa comparação é através do DNA”, afirmou a diretora.
A comparação também pode ser feita por meio de digital e foto do corpo, quando
ainda preservado.
Em março de 2017, após enfrentar uma lotação de corpos de indigentes em
Natal, o Itep publicou uma portaria em que permitia o sepultamento de corpos sem
identificação até 10 dias após a entrada do corpo no órgão sem surgimento de
nenhum familiar para identificação. Naquele mesmo mês foram enterradas 62
pessoas indigentes.
G1 RN
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