Mais de 200 mil pessoas que receberam indevidamente o auxílio emergencial devolveram os valores, de acordo com o secretário de Controle da Gestão Tributária, Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas da União (TCU), Tiago Dutra.
“É muito pouco perto
daquilo que foi detectado como pagamento indevido, é algo próximo de 5%, porém
é muito melhor do que tinha antes”, disse Dutra.
O secretário deu a
declaração durante audiência pública da comissão mista que acompanha as ações
do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19, realizada por
videoconferência.
A devolução de
recursos foi facilitada por um site criado pelo Ministério da Cidadania, pasta responsável
pelos pagamentos. Dutra disse que se trata de um “mecanismo simplificado” e
falou que “talvez” seja “interessante” mantê-lo em outros benefícios sociais no
futuro.
“É muito difícil, se
não quase impossível, obter a devolução desses valores”, afirmou.
O governo federal
acredita que, ao todo, cerca de 2,6 milhões de pessoas receberam o auxílio
emergencial indevidamente. A estimativa é que tenha sido pago R$ 1,57 bilhão
para quem não deveria receber o benefício.
Dutra foi diretamente
perguntado durante a audiência sobre as iniciativas do TCU para coibir
pagamentos irregulares, bem como reaver os valores. Além da criação do site
pelo Ministério da Cidadania, ele mencionou outras duas iniciativas para
“correção, prevenção e devolução” dos recursos.
“Uma delas foi colocar
todos os beneficiários no Portal de Transparência, combinando a atuação do
controle institucional do TCU e da CGU também com o controle social”, disse.
Uma terceira medida,
segundo ele, “foi a criação de uma lista na internet de benefícios que tenham
sido cancelados” . Nela, constam os nomes daquelas pessoas que tiveram o
indício de irregularidade confirmado.
“O Ministério
verifica, confirma que o pagamento é indevido e cancela o benefício. Seria uma
espécie de lista de devedores. As pessoas que estão nessa lista deveriam
devolver e só sairiam dessa lista caso devolvessem”, disse.
Portal IG

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