Quem recebeu o auxílio
emergencial, mas não preencheu os requisitos para ter direito ao benefício de
três parcelas mensais de R$ 600, poderá devolver os valores recebidos
indevidamente. O Ministério da Cidadania disponibilizou uma página na internet
com o passo a passo para a devolução. 
Dados
da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram a existência de 206.197
pagamentos com indícios de irregularidade no recebimento da primeira parcela do
benefício e 37.374 pagamentos com os mesmos indícios de irregularidade
na segunda parcela.
A CGU disse que os cruzamentos
feitos, relacionados ao mês de maio, indicam a existência
de pagamentos a 318.369 agentes públicos incluídos
como beneficiários do auxílio.
O trabalho é fruto do
acordo de cooperação técnica (ACT) firmado entre a CGU e o Ministério da
Cidadania em abril, com o objetivo de evitar desvios e fraudes, garantindo
que o auxílio seja pago a quem realmente se enquadra nos requisitos definidos
para o seu recebimento.
A CGU
informou que os cruzamentos de informações não conseguem especificar
se as pessoas portadoras desses CPFs cometeram fraude ou se tiveram suas
informações pessoais usadas de forma indevida.
A CGU disse ainda
que o montante de recursos envolvidos para os pagamentos feitos aos 318.369 servidores
públicos, em maio, foi de R$ 223,95 milhões.
"Na esfera
federal, são 7.236 pagamentos a beneficiários que constam
como agentes públicos federais, com vínculo ativo no Sistema
Integrado de Administração de Pessoal (Siape), e 17.551 pagamentos a CPF que
constam como servidores militares da União, ativos ou inativos, ou
pensionistas.
Nas esferas estadual,
distrital e municipal, foram identificados 293.582 pagamentos
a agentes públicos, ativos, inativos e pensionistas", informou.

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