segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Corte no orçamento ameaça pós-graduação nas universidades públicas

A manutenção de 1.605 estudantes de pós-graduação nas universidades públicas do Rio Grande do Norte custa R$ 34,8 milhões por ano, no pagamento de bolsas de estudos, mas estes recursos podem deixar de vir caso o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019 seja mantido.

Se o governo federal, via Ministério da Educação, não garantir mais recursos, toda a pesquisa e formação de mestres e doutores vai parar em agosto do próximo ano.

O pró-reitor de Pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Rubens Maribondo, disse que a Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – emitiu uma nota oficial informando que as despesas do Ministério da Educação, que este ano serão de R$ 23,6 bilhões, passarão para R$ 20,8 bilhões em 2019.

“Desta forma só haverá recurso até agosto e depois para tudo. Quem vai sofrer não serão apenas os estudantes e professores, e sim toda a sociedade, porque toda a pesquisa científica ficará inviabilizada”, enfatiza Maribondo.

Hoje, a UFRN tem 6 mil estudantes de pós-graduação, dos quais 1.605 fazem cursos de mestrado ou doutorado com uma bolsa. Caso o corte nas despesas seja mantido, 891 estudantes de mestrado ficarão sem o recurso, que hoje paga R$ 1,5 mil por estudante.

Elias Luz



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