A manutenção de 1.605
estudantes de pós-graduação nas universidades públicas do Rio Grande do Norte
custa R$ 34,8 milhões por ano, no pagamento de bolsas de estudos, mas estes
recursos podem deixar de vir caso o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019
seja mantido.
Se o governo federal,
via Ministério da Educação, não garantir mais recursos, toda a pesquisa e
formação de mestres e doutores vai parar em agosto do próximo ano.
O pró-reitor de
Pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Rubens
Maribondo, disse que a Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior – emitiu uma nota oficial informando que as despesas do
Ministério da Educação, que este ano serão de R$ 23,6 bilhões, passarão para R$
20,8 bilhões em 2019.
“Desta forma só haverá
recurso até agosto e depois para tudo. Quem vai sofrer não serão apenas os
estudantes e professores, e sim toda a sociedade, porque toda a pesquisa
científica ficará inviabilizada”, enfatiza Maribondo.
Hoje, a UFRN tem 6 mil
estudantes de pós-graduação, dos quais 1.605 fazem cursos de mestrado ou
doutorado com uma bolsa. Caso o corte nas despesas seja mantido, 891 estudantes
de mestrado ficarão sem o recurso, que hoje paga R$ 1,5 mil por estudante.

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