sexta-feira, 2 de março de 2018

Associação de policiais pede suspensão de concurso da PM do RN

A Associação de Praças da Polícia Militar do Rio Grande do Norte pediu ao Ministério Público a suspensão do concurso previsto pelo Governo para preenchimento de vagas na corporação.
O motivo alegado pela associação é que a empresa que vai realizar o certame precisa ser investigada, porque responde a processos na Justiça e está há “somente” dois anos no mercado.

Na representação protocolada na Promotoria do Patrimônio Público, os advogados que assinam o documento dizem que o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade), empresa organizadora do concurso da polícia, responde a processos em vários estados onde prestou o mesmo serviço, como Pará, Acre, Rondônia, Sergipe, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Outro questionamento feito pela Associação de Praças é que o Ibade foi criado como extensão de outra empresa: a Funcab. De acordo com o documento protocolado no MP, o diretor proprietário desta segunda empresa, Sílvio Eduardo Luiz, responde a vários procedimentos investigatórios.

O valor pago pelo Governo do Estado para a realização do concurso também é alvo dos questionamentos da Associação: R$ 1,47 milhão, com dispensa de licitação. Para o advogado Paulo Lopo Saraiva, um dos que assinam o documento, o valor é muito alto e daria pra ter feito o certame com licitação.

“A empresa vai receber R$ 1,4 milhão pra fazer apenas uma prova, o restante das etapas do concurso serão feitas pela própria Polícia Militar”, critica.
Atualmente o concurso da PM está suspenso temporariamente pela justiça, que considerou que os cargos devem ser ocupados por candidatos com ensino superior completo, conforme determina uma lei estadual.



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