Ficou marcada para 2
de abril a audiência entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a empresa
Guararapes, última etapa antes da decisão sobre as terceirizações.
O MPT acusa a gigante
do setor têxtil de ter cometido irregularidades na contratação de facções no
interior do Estado e pede à Justiça, por isso, uma multa de R$ 37 milhões e
também quer que a Guararapes responda sobre os direitos dos trabalhadores
terceirizados.
A ação foi ingressada
pela procuradora do Trabalho, Ileana Neiva, e a peça relata irregularidades
como atraso no pagamento de salários e falta de equipamentos de proteção
adequados.
Pequenos empresários
donos das facções temem que a ação interfira e enfraqueça em um modelo que
emprega aproximadamente três mil trabalhadores no Estado, principalmente na
região do Seridó, altamente afetada pela seca.
O modelo foi
incentivado pelo programa governamental e coordenado pelo Sebrae, “Pró-Sertão”,
com o intuito de aumentar a taxa de emprego nas regiões alvo da medida. Outras empresas, como
a Hering, também atuam no programa, mas a Guararapes é a principal
participante.
O diretor industrial
da empresa, Jairo Amorim, disse que a própria Guararapes já havia
descredenciado terceirizadas que descumpriam a legislação trabalhista, além de
ter uma auditoria para observar problemas dessa ordem.
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