domingo, 22 de fevereiro de 2015

Veículos apreendidos lotam pátios do Detran em Natal

Em menos de dois meses, a polícia apreendeu no Rio Grande do Norte 731 veículos de duas rodas (motocicletas, motonetas e ciclomotores) em situação irregular.

Pela estatística, que contabiliza os dados de janeiro e mais os números dos 20 primeiros dias de fevereiro, isso significa uma média de 14 apreensões diárias (só desse tipo de meio de transporte, que é maioria). Em apenas 50 dias, a quantidade de apreensões de veículos de duas rodas já chega a 29% do que foi registrado em todo o ano de 2014.

Em Natal, o órgão de trânsito do Estado conta com dois pátios para  guardar os veículos que são apreendidos na capital, região metropolitana e ainda em outras cidades do interior. Com os espaços superlotados, sua sede acaba sendo usada para acomodar carros e motos.

De acordo com o coordenador de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran, Adryano Rocha Barbosa,  o total de veículos parados nesses espaços chega a 3 mil (sendo 2.200 motocicletas e 800 carros), já transbordando o limite da capacidade.

O coordenador de Educação e Fiscalização de Trânsito do Detran  revelou a existência de veículos que estão abandonados nos pátios há mais de 15 anos.
Pelo Código de Trânsito, os donos de veículos retidos têm até 90 dias para regularizar a situação do veículo apreendido e ir buscá-lo. Passado esse prazo, o veículo pode ser leiloado.

PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também tem um número grande de veículos apreendidos nos pátios dos seus postos de fiscalização.
São cerca de 1.677 veículos retidos. Desse total, 974 são de duas rodas (motocicletas, motonetas e ciclomotores) e 703 são automóveis. 

Mas, ao contrário do Detran, a PRF vem realizando sistematicamente leilões para diminuir esses números.
No ano passado, foram realizados três certames, onde foram vendidos 525 veículos.

O primeiro leilão deste ano está previsto para a segunda quinzena de março, com estimativa de venda de 200 veículos. 
A PRF solicita aos proprietários que procurem retirá-los antes que estes sejam leiloados. 
A Polícia Rodoviária Federal não cobra taxa de permanência. 

Itaércio Porpino

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