A presidente Dilma
Rousseff lamentou a morte de Luiz Gushiken.
Gushiken era tratado há doze anos
de um câncer no estômago e morreu em decorrência de "falência de múltiplos
órgãos, ocasionada por um sangramento e obstrução intestinal", segundo
boletim médico do hospital. Por meio de nota, Dilma se referiu ao ex-ministro
como um amigo.
Dilma ainda comentou que foi colega de
ministério de Gushiken no governo Lula, e diz que ele “partiu como viveu. Com
coragem”. E acrescentou: “Aos familiares e amigos, deixo as minhas condolências
e homenagens a este grande brasileiro”.
Nascido na cidade de Osvaldo Cruz (SP) no dia
8 de maio de 1950, Luiz Gushiken cursou administração pela Fundação Getúlio
Vargas entre 1973 e 1979. Escriturário do antigo Banco do Estado de São Paulo
(Banespa), onde chegou a assumir o cargo de diretor, Gushiken presidiu o
Sindicado dos Bancários do estado entre 1985 e 1987.
Além de participar da criação da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Gushiken foi um dos fundadores do PT em 1980.
Deputado federal
constituinte por São Paulo, presidiu o partido no final da década de 1980.
Durante a Assembléia Nacional Constituinte, foi membro titular de uma subcomissão
na Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Atuou como deputado
durante três mandatos consecutivos até 1999.
Após participar das campanhas presidenciais
de Lula em 1989 e em 1998, Gushiken assumiu a chefia da Secretaria de
Comunicação Social do primeiro mandato do então presidente.
Deixou o cargo e o
status de ministro em 2005, em meio a denúncias de tráfico de influências de
contratos que supostamente beneficiaram a Globalprev, de sua propriedade.
Gushiken permaneceu no governo como chefe do
Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência, até novembro de 2006, após a
reeleição de Lula, quando pediu exoneração do cargo. Na época, vieram à tona as
denúncias do mensalão.
Acusado pelo Ministério Público pelo crime de
peculato no julgamento, Luiz Gushiken foi absolvido pelo Supremo Tribunal
Federal.
Em 2011, o então
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a absolvição de Gushiken
por falta de provas.
Durante o julgamento, o ministro do STF,
Ricardo Lewandowski, disse que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil,
Henrique Pizzolato, que acusou Gushiken em depoimento na Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito dos Correios em 2003, retirou a imputação quando ouvido em
juízo durante o processo.
Em maio deste ano,
a absolvição de Gushiken foi oficializada pelo Supremo.
Agência Brasil

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