Mais uma vez Mossoró está incluída entre as
cidades com risco muito alto de dengue.
O alerta foi feito pela Secretaria de
Estado da Saúde Pública (Sesap), com base no Mapa de Vulnerabilidade para a
identificação de áreas com maior risco para ocorrência de dengue no ano de
2013.
O documento divulgado pela Secretaria, na última sexta-feira, 15,
aponta que 48 municípios do Estado estão com risco muito alto de dengue, entre
eles a capital do Oeste potiguar.
Para o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do
Estado do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), João Morais, entre os fatores que
contribuem para Mossoró todos os anos configurar como cidade com alto risco de
surto dengue está o fato de as ações de combate à dengue serem feitas de forma
ineficiente.
Ele alerta que a quantidade de agentes é insuficiente para a
cobertura da cidade. "Mossoró possui 110 profissionais, quando o ideal
seriam 170", informa João Morais. O número mínimo de agentes em campo é
determinado pela Lei Municipal 922/06.
Devido ao número reduzido de agentes, seis áreas na zona urbana
estão descobertas em Mossoró, cada uma com entre 800 e mil imóveis. "O que
significa dizer que cerca de seis mil imóveis estão sem receber visitas
regulares dos agentes", observa. Já na zona rural a situação é ainda mais
crítica: todas as áreas estão descobertas.
"O trabalho que a Prefeitura de Mossoró faz é tirar um agente
da área coberta e levar para uma área descoberta. O que não surte muito
efeito", diz.
Estas residências que não recebem as visitas periódicas dos
agentes tornam-se fortes candidatas a criadouros do mosquito Aedes aegypti, o
que contribuiu para aumentar o risco de expansão da doença em Mossoró.
João Morais afirma que além da questão dos agentes de endemias, a
falta de saneamento, a irregularidade na coleta de lixo e a constante falta da
água em diversos bairros contribuem para Mossoró continuar ano após ano em
estado de alerta contra o risco de dengue.
O mossoroense

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