quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Anatel prepara operação para checar serviço prestado por operadoras de celular

A tecnologia 4G, que a partir de abril vai ser implantada nas cidades que vão sediar a Copa das Confederações, preocupa a Agência Nacional de Telecomunicações.

Por isso, nos próximos meses, a Anatel vai fazer um pente-fino nas 81 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes.

A intenção é ter um diagnóstico completo de cobertura e transmissão de dados para a quarta geração.

Segundo o presidente da agência, João Batista de Rezende, o mapeamento é necessário para que as empresas de telefonia sejam cobradas.

Rezende participou na quarta-feira (12) de uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado que debateu a situação e qualidade do serviço móvel de telefonia no país.

Durante o debate João Rezende disse ainda que depois das medidas da Anatel, que culminaram na suspensão por alguns dias da venda de novos chips por operadoras que estavam derrubando chamadas telefônicas, os indicadores tiveram uma pequena melhora.

Ele ressaltou ainda que o serviço de dados, por exemplo, ainda está abaixo do que Anatel determina.
 
Nesses casos, de cada 100 conexões, 98 devem funcionar.
Hoje, segundo Rezende, esse índice está em 94.

Com base nas reclamações dos usuários, a Anatel está elaborando um novo regulamento que vai exigir que as empresas deem mais informações e transparência às contas dos usuários.
A norma também vai tratar de regras para o acesso a rede de dados.

As tarifas de interconexão – de fixo para móvel e aquelas entre as operadoras – também estão na mira da Anatel.

A redução nesses tipos de chamada já chegou a R$ 0,48, mas a meta é chegar a R$ 0,16 a partir de 2015. Até 31 de dezembro, a agência vai publicar qual tarifa deve ser cobrada.

No próximo ano, outra expectativa da Anatel é conseguir reduzir os preços para conexão fora do local onde está registrado o celular) nacional e internacional.
“O custo hoje de ligações fora do país é muito alto e quase inviabiliza [o serviço] porque o custo é alto.

Para melhorar o serviço e infraestrutura do setor, o diretor do sindicato destacou a necessidade de liberar 9.956 licenças para a instalação de antenas.

Sobre as reclamações de queda de ligações, ele atribuiu o problema à ausência de legislação ou regras. “Só dá pra resolver isso com uma nova outorga de concessão”, afirmou Eduardo Levy.

Da Agência Brasil

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