Apuração do MEC (Ministério
da Educação) sobre a licitação aberta para resolver os problemas do Enem (Exame
Nacional do Ensino Médio) já apontava as irregularidades investigadas depois
por Polícia Federal e TCU (Tribunal de Contas da União).Mesmo sabendo dessas suspeitas, o Inep (instituto ligado ao ministério e responsável pelo Enem) fez pagamentos a duas das quatro empresas contratadas.
O caso ocorreu na gestão do candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT).
O petista diz que foi ele que abriu a investigação e, depois, autorizou o envio das informações à Controladoria-Geral da União e ao TCU.
Os órgãos do MEC que apontaram problemas no contrato foram a Comissão de Auditoria Interna e a Procuradoria, que analisaram os contratos, assinados para fortalecer a segurança das provas do Enem e impedir vazamentos, como o de 2009.
O trabalho, concluído em dezembro de 2011, apontou indícios de sobrepreço, direcionamento e uso de documentos falsos na licitação. As suspeitas, como a Folha revelou, que foram depois aprofundadas pela PF e pelo TCU.
A Procuradoria sugeriu que o Inep suspendesse todos os pagamentos enquanto as suspeitas não estivessem explicadas.
Mas, num despacho de fevereiro deste ano, a então presidente do Inep, Malvina Tuttman, decidiu fazer os pagamentos a duas das contratadas.
Segundo o Inep, os pagamentos foram legais porque a auditoria interna indicava que os repasses de recursos à ATA e à DNA, duas das quatro empresas contratadas pela licitação, deveriam ser escalonados, e não cancelados.
O instituto diz que os equipamentos contratados foram “entregues, testados e adquiridos por preços compatíveis com os de mercado”.
Deu na Folha:
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