Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN) aprovaram, em assembleia geral sindical, a deflagração de uma
greve a partir do dia 23 de fevereiro (segunda-feira). A votação ocorreu no
auditório da Biblioteca Central Zila Mamede.
A paralisação foi aprovada por 53,5% dos votantes, totalizando 68 votos
favoráveis. Foram registrados 53 votos contrários (41,7%) e 7 abstenções
(4,8%), evidenciando divisão entre os participantes.
A categoria aponta que a paralisação é necessária diante do
descumprimento, por parte do Governo Federal, do acordo que encerrou a greve de
2024 — quando a categoria ficou dois meses paralisada. Os servidores dizem que
há 17 itens não atendidos.
Os principais pontos são a exclusão dos aposentados do Reconhecimento de
Saberes e Competências (RSC) e a ausência de avanços em pautas estruturais,
como a implementação das 30 horas para todos.
Durante a assembleia, servidores relataram que, embora o RSC seja
apontado como uma das maiores conquistas recentes da carreira, sua
regulamentação deixou de fora os aposentados sob justificativa orçamentária.
Entre os defensores da greve, a avaliação é de que a exclusão fere o princípio
da paridade e amplia desigualdades dentro da categoria.
Também foi informado que aproximadamente 60% dos servidores não poderão
requerer o RSC nos moldes atuais. Entre os que terão direito, há preocupação de
que parte não alcance a pontuação exigida.


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