De acordo com o boletim da Unidade Instrumental de Meteorologia, a
tendência é de chuvas na categoria normal a abaixo do normal em todo o estado.
Segundo o documento, a escassez de precipitações registrada na primeira
quinzena de janeiro foi influenciada pela atuação desfavorável da Oscilação
Intrassazonal Madden-Julian (OMJ).
A expectativa, no entanto, é de mudança desse padrão na segunda metade
do mês, o que pode favorecer a ocorrência de chuvas.
A Emparn ressalta que janeiro e fevereiro integram a pré-estação
chuvosa, período marcado pela atuação de sistemas meteorológicos de curta
duração e baixa previsibilidade, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis
(VCANs), Linhas de Instabilidade (LI) e Frentes Frias (FF).
A efetividade desses sistemas depende do posicionamento e das condições
atmosféricas.
Para fevereiro, o boletim indica que a OMJ deve favorecer a ocorrência
de chuvas nas primeiras semanas do mês.
Já na segunda quinzena, a quantidade de precipitação passa a depender da
atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Em março, considerado o mês mais chuvoso do trimestre, as precipitações
estarão condicionadas principalmente às condições termodinâmicas dos oceanos
Pacífico e Atlântico, fatores determinantes para a formação e manutenção dos
sistemas de chuva no Nordeste.
Tendência
de chuvas por mesorregião (jan–mar/2026)
Oeste: 76,7 mm (jan) | 116,5
mm (fev) | 197,5 mm (mar)
Central: 59,3 mm | 93,2 mm |
155,1 mm
Agreste: 45,9 mm | 69,6 mm |
119,2 mm
Leste:
59,8 mm | 92,2 mm | 166,9 mm
Média
do estado: 60,4 mm | 92,9 mm | 159,7 mm


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