O Governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência em 147
municípios potiguares por causa da seca que atinge o Estado e compromete o
abastecimento, a agricultura e a pecuária.
O decreto abrange 88% do território potiguar e foi motivado pela redução
de 16% nas chuvas registradas durante o primeiro semestre de 2025. O cenário é
agravado pelos baixos níveis dos reservatórios: os 69 mananciais monitorados
pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn) acumulam apenas 2,28 bilhões
de metros cúbicos, ante 3,14 bilhões de metros cúbicos no mesmo período do ano
passado.
De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos
Hídricos (Semarh), Paulo Varella, o Governo do Estado busca consolidar uma
gestão de “risco calculado”, baseada em ações preventivas, uso racional da água
e antecipação de medidas de mitigação.
“A gestão de recursos hídricos deve ser feita permanentemente, quando há
seca e quando não há. Neste momento, estamos passando de uma gestão reativa, de
crise, a uma gestão de planejamento, propositiva”, afirma.


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