Um júri popular realizado nesta quinta-feira (18), em Natal, condenou Victor Wander Ribeiro de Souza Silva a 20 anos e dois meses de reclusão pelo assassinato e decapitação do próprio pai, Wanderly Ribeiro de Souza, ocorrido em novembro do ano passado.
Victor foi condenado por homicídio duplamente qualificado, considerado o
uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima.
O réu também recebeu penas adicionais por vilipêndio a cadáver e
resistência, somando mais um ano, seis meses e 22 dias de detenção, além de 44
dias-multa.
Na decisão, o conselho de sentença levou em conta que o crime foi
cometido em praça pública e em plena luz do dia, colocando terceiros em risco e
aumentando a gravidade da conduta. A pena foi ainda ampliada pelo fato de a
vítima ser idosa.
Para chegar à condenação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte
(MPRN) desenvolveu a acusação com base nos elementos de prova colhidos no curso
do inquérito policial e da instrução processual.
A denúncia foi formalizada e, após a fase de pronúncia, o caso foi
submetido ao Tribunal do Júri, que é o órgão competente para julgar crimes
dolosos contra a vida, como homicídio.
Victor já estava preso preventivamente e terá de cumprir a pena em
regime inicial fechado. A sentença determinou a execução imediata da
condenação.

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