O Brasil foi reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação.
O novo status sanitário foi concedido ao país pela Organização Mundial
de Saúde Animal (OMSA) e aprovado durante a 92ª Assembleia da Organização
realizada na manhã da quinta-feira, 29, em Paris, na França.
O certificado foi recebido pelo diretor do Departamento de Saúde Animal
do Ministério da Agricultura, Marcelo Mota.
Nesta semana, uma comitiva com o presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, estará na França
para a cerimônia oficial de entrega do reconhecimento ao Brasil pela presidente
da OMSA, Emmanuelle Soubeyra.
O Brasil se declarou livre da febre aftosa sem vacinação há um ano, após
o fim da última imunização contra a doença.
A certificação pela OMSA exige a suspensão da vacinação contra a febre
aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos Estados por, pelo
menos, 12 meses antes da mudança do status sanitário, o que foi cumprido pelo
País.
Agora, com o certificado da OMSA, o Brasil tem o reconhecimento
internacional da evolução do status sanitário.
O governo e o setor produtivo avaliam que o novo status sanitário deve
permitir o acesso das carnes brasileiras a mercados mais exigentes, e mais
remuneradores, como Japão e Coreia do Sul.
Ao todo, mais de 244 milhões de bovinos e bubalinos em cerca de 3,2
milhões de propriedades deixaram de ser vacinados contra a doença, processo
iniciado há mais de 50 anos, segundo informações do Ministério da Agricultura.
A última ocorrência da doença em território nacional foi em 2006,
seguida da implementação de zonas livres de febre aftosa. Até então, somente os
Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes
do Amazonas e de Mato Grosso tinham o reconhecimento internacional de zona
livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA.

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