Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e
da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) aprovaram uma paralisação
e a instalação do estado de greve a partir da próxima segunda-feira 5.
A decisão foi tomada para pressionar o governo federal a cumprir
integralmente o acordo de greve firmado com a categoria.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do
Rio Grande do Norte (Sintest RN), ainda restam pontos importantes do acordo a
serem implementados.
As reivindicações incluem a adoção da jornada de trabalho de 30 horas
semanais sem redução de salário — atualmente fixada em 40 horas —, a
implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o
reposicionamento de servidores aposentados e a racionalização dos cargos
suspensos, vagos e a vagar.
Até o momento, duas medidas foram efetivadas: o reajuste salarial de 9%,
que deveria ter sido pago em janeiro, mas só foi incluído nos contracheques em
abril; e o reposicionamento dos servidores técnico-administrativos na nova
tabela do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação
(PCCTAE).
No mesmo dia da paralisação, está agendada uma reunião entre a Federação
dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras
(Fasubra) e o Ministério da Educação (MEC).
A federação estabeleceu o dia 31 de maio como prazo final para que o
Executivo viabilize os mecanismos necessários ao cumprimento das cláusulas
pendentes do acordo.
“A greve é o único meio de conquistas.
Os 9% de reajuste foram obtidos com muita luta, por isso precisamos de
um sindicato fortalecido.


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