Um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) revela que a grande maioria dos aposentados e pensionistas do INSS não autorizou os descontos de mensalidades associativas aplicados diretamente na folha de pagamento.
A auditoria foi realizada no âmbito da Operação Sem Desconto, em
parceria com a Polícia Federal.
O levantamento teve como objetivo verificar a regularidade dos descontos
promovidos por entidades associativas. Entre os dias 17 de abril e 4 de julho
de 2024, a CGU entrevistou 1.273 beneficiários em todos os estados do país e no
Distrito Federal.
Do total, 1.242 (97,6%) afirmaram não ter autorizado os descontos, e
1.221 (95,9%) disseram sequer fazer parte de qualquer associação.
Os dados sugerem que os descontos estão sendo realizados de forma
indevida, sem o consentimento dos beneficiários e em desacordo com a legislação
vigente.
Muitos entrevistados também relataram dificuldades para identificar a
cobrança nos extratos de pagamento e para solicitar o cancelamento do desconto.
Além das entrevistas, a CGU analisou a folha de pagamentos do INSS e
identificou um aumento expressivo nos valores descontados por entidades
associativas.
Os descontos saltaram de R$ 536,3 milhões em 2021 para R$ 1,3 bilhão em
2023. Caso o padrão de maio de 2024 se mantenha, a estimativa é de que o valor
chegue a R$ 2,6 bilhões até o fim deste ano.

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