As aglomerações de pessoas para as compras de fim de ano, além das festas de Natal e de ano novo, possivelmente, deverão impulsionar um aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas, como a covid-19.
Apesar disso, não é esperado que haja evolução no número de casos graves da doença, principalmente, pelo avanço da vacinação na capital federal. É o que avaliam especialistas ouvidos pelo Correio.
No início do mês, o Ministério da
Saúde identificou no Brasil duas novas subvariantes da ômicron
(variante dominante no mundo). Uma delas, a JN.1 foi classificada pela
Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma subvariante de “interesse”, por
conta da transmissão mais rápida. A instituição afirmou, no entanto, que o
risco para o público é baixo.
O infectologista Julival Ribeiro enfatiza que a principal orientação, especialmente com o surgimento de novas linhagens, é manter o ciclo vacinal em dia. “O vírus está circulando com mutações diferentes.
A JN.1 é uma variante
transmissível, mas não é possível falar que ela seja tanto de risco. A
recomendação de sempre é que as pessoas mais vulneráveis, como
imunocomprometidos, imunossupressores, idosos e pessoas que tenham doenças
crônicas devem se vacinar e tomar a dose de reforço, já que a doença tende a
ficar mais grave nesses grupos”, explicou.
O especialista assinala que o cenário que se desenha é de aumento de casos de covid-19. Para inibir novas subvariantes da doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira, a atualização da vacina Comirnaty monovalente.
“Ela tem maior atuação nas novas
variantes, levando uma proteção melhor para os grupos vulneráveis”, explica.
“Como temos festas e aglomerações, às vezes, em locais fechados, recomenda-se
que as pessoas que estejam mais vulneráveis à doença usem máscaras, além de
higienizar as mãos. E é lógico: se tiver sintomas gripais, fique em casa e não
vá em nenhuma comemoração”, completa Ribeiro.

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