O duoteste para detecção simultânea de sífilis e HIV, desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), está em fase de apresentação junto ao Ministério da Saúde para incorporação no Sus.
Segundo o diretor executivo do LAIS/UFRN, Ricardo Valentim, a tecnologia
está sendo utilizada em fase experimental e pretende ser uma alternativa de
menor custo aos atuais testes descartáveis utilizados para detectar a doença.
No Rio Grande do Norte, aponta, já foram coletadas amostras de mais de
500 pacientes, sendo todas referentes a Natal. A incorporação dos testes ainda
não tem uma data fechada para ocorrer, mas os primeiros locais a serem
atendidos serão as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) da zona Norte de Natal.
O diretor esclarece que o duoteste usa uma tecnologia diferente da
presente nos testes rápidos atuais. Isso porque eles consistem em um
equipamento de plástico que, embora efetivos para detectar sífilis e HIV, são
caros e descartáveis.
Apenas no ano passado, aponta, mais de R$ 480 milhões de reais foram
gastos pelo Ministério da Saúde para investir nesses testes. Aliado a isso, por
não serem digitais, eles também dificultam o rastreio dos pacientes na rede
pública de saúde.

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