Os correntistas ainda não sacaram R$ 7,33 bilhões em recursos esquecidos
no sistema financeiro até o fim de agosto, divulgou nesta quarta-feira (8) o
Banco Central (BC).
Até agora, o Sistema de Valores a
Receber (SVR) devolveu R$ 5,16 bilhões, de um total de R$ 12,49 bilhões postos à
disposição pelas instituições financeiras.
Entre os que já retiraram valores, 15.777.618 são pessoas físicas e
771.047 são pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate,
38.252.616 são pessoas físicas e 2.963.423 são pessoas jurídicas.
A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque têm
direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram
63,43% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a
24,92% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam
9,9% dos clientes. Só 1,75% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.
Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em
março, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a
possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em março, informou o
BC, foram resgatados R$ 505 milhões esquecidos. Em agosto, foram retirados R$
264 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$
210 milhões.
Melhorias
A nova fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e
de protocolos de solicitação para compartilhamento no Whatsapp e inclusão de
todos os tipos de valores previstos na norma do SVR.
Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os
usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por
ano de nascimento ou de fundação da empresa.
Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de
pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou
representante legal.
Assim como nas consultas a pessoas vidas, o sistema informa a
instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais
transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate
de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as
informações como valor, data e CPF de quem fez o pedido.
Fontes
Também foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos
lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga
encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras
encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Além dessas fontes, o SVR engloba os valores, já disponíveis para saques
no ano passado, de conta-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e
rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas
indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas
indevidamente.
Golpes
O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de
estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de
valores esquecidos.
O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são
totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar
sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na
consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão
também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está
autorizado a fazer tal tipo de pedido.


Nenhum comentário:
Postar um comentário