A Justiça decretou na tarde desta segunda-feira a prisão preventiva de José Wilson Tenório da Silva, motorista preso em flagrante após, sob efeito de álcool, atropelar e matar Adriel Gomes Teixeira, 44 anos. O crime aconteceu na rua Conselheiro Tristão, no bairro da Redinha, na zona Norte de Natal.
De acordo com informações da polícia, José Wilson Tenório estava bebendo
em uma loja de conveniência e, antes de sair do local, discutiu com Adriel
Gomes. Minutos depois, ele retornou e usou o veículo que dirigia para atropelar
a vítima, que morreu no local. O carro só parou após colidir com uma
motocicleta.
Também segundo informações da polícia, pessoas que estavam o local
impediram que ouras pessoas fossem atropeladas e, após isso, tentaram linchar o
motorista. A situação foi controlada com a chegada dos policiais. Eles prenderam
José Tenório em flagrante e encaminhado à Delegacia de Plantão da zona
Norte onde está detido.
Audiência
de custódia
Nesta segunda-feira, após passar por audiência de custódia, o juiz Pedro
Paulo Falcão Junior decretou a prisão preventiva do motorista. “Analisando o
procedimento de prisão em flagrante, observo, de um lado, que houve notícia de
prática de infração penal, cuja materialidade e indícios de autoria, segundo um
juízo de cognição sumária, ficaram demonstrados e, de outro, que a situação de
flagrância restou caracterizada (art. 302 do CPP)”, disse o juiz, na decisão.
E acrescentou: “No caso em tela, diante da gravidade do crime, que foi
cometido com violência, pode-se indicar que, a sua soltura implicará em
malferimento da ordem pública, bem como caso fosse posto em liberdade, o
autuado poderia encontrar os mesmos estímulos delituosos”.
Por fim, o juiz entendeu que mesmo o fato de ser réu primário, o emprego
e o local fixo de residência não eram suficientes para afastar a necessidade de
prisão preventiva. “Posto isso e sem mais delongas, com base nos arts. 312 e
313, ambos do CPP, decreto a prisão preventiva do autuado José Wilson Tenório
da Silva”, decidiu.
Com a decisão, o motorista ficará preso por até 180 dias, prazo que
poderá ser ampliado caso haja pedido de prorrogação da prisão preventiva. Ele
deverá ser denunciado e, caso a denuncia seja aceita, se tornará réu em
processo judicial pelo crime de atropelamento seguido de morte, sob ingestão de
bebida alcóolica.

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